Bioconversão de materiais lignocelulósicos em etanol e xilitol

A obtenção de etanol celulósico a partir de subprodutos lignocelulósicos representa ao mesmo tempo um processo arrojado e ideal do ponto de vista ambiental, e uma solução econômica frente ao aumento da demanda de energia renovável. Também, esta tecnologia permite aumentar a viabilidade de cadeias produtivas diversas como a da macaúba e do Biodiesel, ao agregar valor aos subprodutos gerados. Contudo, a tecnologia inerente ao processo de produção do bioetanol deve ser eficiente e barata. Os gargalos estão nas três etapas de produção do bioetanol: deslignificação, sacarificação e fermentação. As duas primeiras etapas ainda necessitam de aprimoramento, enquanto que a terceira é muito desenvolvida para hexoses, mas não para fermentação de pentoses, como xilose e arabinose. Soluções tecnológicas têm contemplado especialmente linhagens laboratoriais de leveduras, mas muito pouco se tem feito com relação àquelas utilizadas na indústria. Esta proposta tem como objetivo principal criar as bases científicas para tornar possível o desenvolvimento de uma tecnologia nacional para a produção de etanol a partir de resíduos celulolíticos. Para tal, propõe-se o isolamento de leveduras desses resíduos resultantes da extração do óleo de frutos de macaúba, para dessa forma, integrar as duas matrizes energéticas renováveis mais promissoras do País: o biodiesel e o etanol. Pretende-se obter linhagens com capacidade fermentativa de pentoses/hexoses para produção de bioetanol celulósico, desenvolver um processo eficiente de fermentação e se estudar pré-tratamentos.