Avaliação da atividade antiadesiva de biofilme

Infecção é a mais devastadora complicação associada à artroplastias, ocorrendo entre 0,5% a 3% em cirurgias primárias e 4% a 6% em cirurgias de revisão, aproximadamente. O alto custo observado, em nosso meio, do tratamento hospitalar das infecções sobre artroplastias enfatiza a importância de adoção das medidas de prevenção e controle. Dentre as várias causas de infecções podemos destacar a formação de biofilmes. A formação do biofilme inicia-se no momento da introdução do implante no organismo, sendo que nesta condição as bactérias adquirem a forma aderida, e neste formato torna-se difícil o tratamento, pois estas estão protegidas da ação da fagocitose e dos antibióticos. Inúmeras tentativas vem sendo utilizadas para evitar o estágio inicial da formação do biofilme, como o uso de biossurfactantes, que são agentes tensoativos de origem microbiana com baixa toxicidade, a vantagem de serem biodegradáveis, possuindo ainda atividades antimicrobiana, antitumoral e anti-adesiva. O nosso grupo de pesquisa vem produzindo biosurfactantes de diferentes fontes microbiológicas para testar o efeito anti-adesivo em discos de prova de aço inoxidável e de titânio-alumínio-vanádio de uso ortopédico e odontológico, cateteres de silicone e PVC, poliestirereno etc. Além do mais, são avaliadas as atividades anitmicrobianas dos biosurfactantes.